16 agosto 2017

[RESENHA] Born To Run

Autor(a):Bruce Springsteen
Editora:Leya
Número de páginas:496
Ano de lançamento:2016
Sinopse:Bruce Springsteen por ele mesmo: a autobiografia que está sacudindo o mundo.
Um dos artistas mais admirados e influentes da história do rock and roll mundial, Bruce Springsteen passou os últimos sete anos escrevendo secretamente a história de sua vida. O resultado é Born to run, esta autobiografia extraordinária, que a LeYa publica quase que simultaneamente ao lançamento mundial. 
O livro, que se tornou um best seller instantâneo e atualmente ocupa a quinta posição entre os mais vendidos da Amazon americana, carrega a mesma honestidade, humor e originalidade que Bruce imprime a suas canções. Nele, o músico descreve sua criação católica, a obsessão pela carreira musical, o início em bares ao apogeu da E. Street Band e, com muita sinceridade, fala pela primeira vez das batalhas pessoas que inspiraram seus melhores trabalhos. 
Born to Run será reveladora para qualquer um que goste de Bruce Springsteen, mas vai muito além das memórias de um legendário astro do rock. Este é um livro para trabalhadores e sonhadores, pais e filhos, apaixonados e solitários, artistas, loucos, e qualquer um que já tenha desejado ser batizado nas águas do rio sagrado do rock and roll. E se torna indispensável por trazer a reflexão sobre o posicionamento do artista e o papel da cultura em um contexto de crise e perda de valores humanos. 
Raramente uma lenda como Bruce contou sua própria história com tanta força e vigor. Como nas canções (“Thunder Road,” “Badlands,” “Darkness on the Edge of Town,” “The River,” “Born in the U.S.A,” “The Rising,” e “The Ghost of Tom Joad,” para ficar somente com algumas), sua autobiografia foi escrita com o lirismo de um poeta singular e a sabedoria de um homem que refletiu profundamente sobre suas experiências

   Hey leitores inconstantes! Hoje eu trouxe uma resenha de uma autobiografia que eu queria a tempos resenhar,de ninguém menos que Bruce Springsteen,um dos maiores astros do rock,talvez muito de vocês não o conheçam, mas com certeza já ouviram falar dele em algum momento,principalmente pela suas passagens aqui no Brasil,onde ele sempre arrasa!


Tinha dois braços, duas pernas, dois olhos como ele. Era horroroso, mas vamos pular essa parte... então, o que estava faltando? A GUITARRA! Ele batia nela, se encostava nela, dançava com ela, gritava com ela, a apertava, acariciava, segurava na frente de seus quadris e, de vez em quando até tocava.


  Começo essa resenha dizendo que não sou fã dele, mas por influência da minha mãe, conheço algumas músicas e quando vi o livro me senti curiosa para saber um pouco mais a respeito dele,confesso que me surpreendi  bastante conforme fui avançando na leitura.
Pais de Bruce

  "Born to run" trata-se de uma autobiografia bem detalhista, divida em três livros,o primeiro sendo nomeado de "growing up" que se foca mais na infância do cantor e como era sua relação com a familia,o segundo nomeado "Born to run" nos mostra a ascensão de Bruce na música e como nada veio fácil, nele também conhecemos um pouco melhor a sua banda,a e-street Band, e o último livro chamado "Living Proof",temos um visão mais intima da vida de Bruce na vida adulta,nele conhecemos a história de como conheceu a sua esposa e como foi a sua experiência de ser pai,afinal não é só de rock que se vive.

Aos 24 anos já tinha sentido  o gosto desse mundo e,para o melhor ou pior, era essa vida que queria viver.



   Em todas as partes do livro é possível perceber a espontaneidade, assim como em sua vida,Bruce foi intenso na sua escrita,como uma linguagem muito simples na qual ele parece está tendo uma conversa franca com o leitor,a leitura nos leva a muitas reflexões se baseando nas situações vividas pelo astro.


O material que levou sete anos para chegar o resultado final,segundo Bruce, deu como fruto uma maravilhosa leitura especialmente para quem é fã, enquanto eu lia,intercalei entre momentos divertidos,tensos e também comoventes. Mas apenas uma ressalva: eu recomendaria esse livro em três situações: Se você é fã de Bruce Springsteen, se interessa por biografias ou gosta de ler,independente do gênero literário, caso você não se encaixe em nenhum desse requisitos,será difícil se apegar a leitura e conclui-la.

 Aprendi que todos nós precisamos de um pouco loucura.O ser humano não consegue sobreviver só com sobriedade

 Outro ponto que eu não poderia deixar de fora foi o capricho da editora Leya com a edição, folhas amareladas e grossas como a maioria dos leitores gosta e a impressão de fotos em papel fotográfico, fotos essas vindas do acervo pessoal de Bruce e que enriqueceu ainda mais seu livro.

"Born to run"não é só um presente e tanto para os fãs de Bruce Springsteen, como também é ideal para aqueles que tem um pouco de curiosidade sobre a sua vida,mesmo que não seja tão 





Ressaltando que essas só são alguma das fotos contidas na biografia,eu aqui apenas selecionei algumas.

09 agosto 2017

[Resenhando Ebooks+ Parceria] Parceria Nina Spim+ Resenha do conto imersão

   Hey leitores inconstantes! Eis-me aqui para anunciar mais uma nova parceria com uma autora naciona,dessa vez a parceria é com a Nina Spim,nesse post quero lhe dar boas vindas e apresentá-la para quem ainda não a conhece.

   Ah,gente! Vocês não fazem ideia de como eu fico feliz com essas parcerias com autores,além de ser algo que valoriza nosso trabalho como blogueira,é muito bom apresentar novidades para vocês e ver como a nossa literatura nacional está se expandindo e ainda fazer parte disso de alguma forma,melhor sensação! Agora sem mais enrolação,aqui  a bio da autora para vocês:


Nina Spim é uma escritora sonhadora dotada de blue feelings. É acadêmica do curso de Jornalismo na PUCRS. Autora dos contos “Heart and Love” e “Coisas, definitivamente, de Amélia”, das Antologias Amor nas Entrelinhas e Aquarela, respectivamente, pela Andross Editora. Autora dos contos "Caleidoscópio", "Imersão" e "Sutilmente", publicados na Amazon, e do conto "Roda-gigante", publicado online na revista Fluxo. Pela Darda Editora foram "No Silêncio de um retrato" na Antologia Ridículas Cartas de Amor e "Entre as cinzas e o fogo" na Antologia Valquírias, além de poemas na Antologia Ondas Poéticas. Colaboradora nos sites Revista Pólen e HEADCANONS.

Seja bem vinda, Nina a nosso blog! <3

Agora vamos a resenha do conto imersão


Autor (a) Nina Spim

Editora: Amazon

Número de Páginas: 5 páginas

Ano de lançamento: 2015 

Sinopse:Os dias difíceis parecem normais para todos, certo? Mas, no caso de Lou, um dia difícil é muito mais do que isso. É uma luta constante contra si mesma e seus demônios invisíveis. Caio, seu marido, a aceita como é e muitas vezes precisa ser firme. O que é a depressão para você? Até quando você poderia vê-la desgastando a pessoa que mais ama?
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    Imersão trata-se de um conto que possui uma leitura extremamente fluida,não somente pelo seu tamanho,mas também pela sutileza com qual o assunto da depressão é tratado,algo que me chamou a atenção aqui é que mesmo sendo narrado em primeira pessoa,essa pessoa não é a que sofre de depressão,mas a que convive com uma,que no caso é sua esposa.

Ainda que haja leveza, sinto o coração de Lou bater dolorido em seu peito. Não implora mais, porém ainda pede algum cuidado.

  Foi interessante ler um “relato” de alguém que convive de uma forma tão próxima,mas indireta com a depressão,a impressão que tive é de alguém mais compreensivo que a maioria das pessoas,mesmo que ás vezes as coisas não lhe pareçam tão simples ás vezes,o que é algo bem realístico e sem falar que deixou a narrativa mais leve,creio que se fosse a Lou narrando provavelmente não teria tal leveza.
A imersão na qual Lou nos colocou não pode nos atingir agora, pois tudo o que há por perto é calmaria.
  Imersão é uma leitura rápida,porém madura sobre a depressão e que contém uma certa suavidade graças ao amor de Caio e Lou.


Mas, hoje, entendo que essa situação não é uma simples tristeza passageira. É assim que a maioria acha que pode explicar essa doença.

01 agosto 2017

A influência de ser fã de Harry Potter e o que é ser fã.

Hey leitores! Tudo bem com vocês? Hoje o post vai ser pouquinho diferente,mas espero que gostem.Aproveitando que nessa semana a autora J.K Rowing fez aniversário no mesmo dia da sua criação,resolvi fazer um post contando um pouco da minha experiência com a saga e o que é ser fã pra mim.

   Para quem acompanha  blog há algum tempo,já devem ter percebido que sou fã da saga,prova disso é que até no layout do blog há referências,isso não foi por acaso,acreditem.Tudo começou quando assisti  o segundo fime da série,mesmo não gostando de primeira,dei uma segunda chance e a partir daí me interessei por tudo que envolvesse Harry Potter e isso já tem mais de dez anos.


    Verdade que dei uma desacelerada, mesmo tendo os livros que comprei em edição econômica guardados até hoje,e relendo todas as obras,alguns fatores me fizeram “desapegar” um pouco,como a morte do ator Alan Rickman e é claro que conforme crescemos as coisas mudam,mas ainda sim acho que isso não me faz ser menos fã da saga.

   Posso dizer que ser fã me influenciou na minha vida de uma forma que eu não imaginava,com por exemplo,me interessar em aprender um idioma que é o inglês,me interessar em escrever,querer conhecer sempre um pouco mais da cultura inglesa e ter como uma das metas de vida conhecer Londres,entre outras coisas.

  O que quero dizer com esse post é que ser fã de algo ou alguém pode influenciar a sua vida de forma positiva e que isso deve ser usado de forma favorável para te incentivar a ir mais além. Não sou  o tipo de pessoa que quase não possui ídolos,mas os pouquíssimos que tenho de uma forma ou outra me incentivam de uma forma muito positiva,eu usei  exemplo de Harry Potter apenas para ilustrar isso.

  Acho que ser fã de uma maneira saudável e respeitosa é  o que há de melhor,não confundir isso com fanatismo,que é algo prejudicial tanto para  o artista como para o fã.

  Então,galera...Agora me respondam,vocês possuem algum ídolo? Quem? Deixem aqui nos comentários suas respostas! Até a próxima!

26 julho 2017

[Resenhando Ebooks] Uma conversa: Um Conto Sobre a depressão

   

Autor (a):Barbara Herdy

Número de Páginas: 20 páginas

Sinopse:Gabriela não pode fugir dessa conversa. Você poderia? Em um conto delicado, Bárbara Herdy aborda uma conversa entre Gabriela e o que ela mais teme, a sua Depressão. A cada página é representado a sensação de ser assombrado por ela e como os outros veem o seu mundo, buscando compreender o que é possuir a depressão em seu intimo. Essa é uma história sobre medo, desilusão e superação onde Gabriela terá apenas uma escolha transformadora em sua vida.
Saiba mais sobre os trabalhos da autora aqui: http://www.msbarbaraherdy.com.br/



Hey leitores! No post de hoje trago mais uma resenha pra vocês,dessa vez com uma novidade! Agora a resenha de ebooks será feita em uma tag separada,já que nem todos livros em formato digital possui formato físico,então achei legal dar uma separada.Agora vamos para resenha!

   Hoje vou falar sobre o ebook “Uma conversa:um conto sobre a depressão” da autoria da nossa autora parceira, adianto desde já que a obra faz jus ao ditado de que tamanho não é documento,me lembro que o mais que me chamou atenção nesse ebook foi o seu titulo,talvez porque eu sofra disso,me surpreendi muito com a leitura,pois foi muito diferente do que eu esperava,esperava algo dramático,mais ainda bem que não foi isso que encontrei.

Dei duas batidas na porta e eu podia jurar ter escutado o estalar de seus ossos quando ela se encolheu embaixo de suas cobertas. Como eu sabia? Todos se encontravam assim quando eu chegava. Encolhidos, agoniados, apavorados, cobertos.

 Aqui a autora conseguiu captar de forma muito sutil a essência da depressão,fazendo com que a leitura se torne reflexiva,especialmente para quem já tem depressão, é como se estivéssemos espiando um diálogo entre duas pessoas, já que aqui a autora personificou a depressão, e se ela tivesse uma personalidade acho que seria cruel e bastante perssuassiva.

Eu passeava pelo mundo,até ela precisar de mim.E ela não gostava de mim, embora ela me chamasse quando eu menos pudesse esperar . Era confuso, ela me chamava, quando eu chegava, ela apenas queria que eu partisse. Todavia, eu ficava.Se ela quisesse a minha partida, ela tomaria uma atitude, mas ela, raramente, fazia algo quanto a isso.

   Por mais curta e rápida que a leitura fosse,pra mim foi intensa,me senti na pele da protagonista,pois o sentimento de fraqueza e inferioridade era o mesmo, aqui não há exagero ou romantização da depressão, foi algo inteligente e sagaz a forma que a autora explorou esse assunto.

Ela estava cansada, mas ela ainda tinha aquele olhar, o olhar de possibilidades. Ele não entendia mais aquele olhar, perdera ele a muito tempo para conseguir lembrar de como era senti-lo.

   Para quem felizmente não sofre de depressão, a leitura seja um pouco incômoda, pois você se pega pensando "por que a protagonista não toma logo uma atitude?" Por que ela ainda argumenta com algo que só faz a sofrer?" Realmente não é fácil de entender,só quem tem para saber,por isso a compreensão de quem está próximo é tão importante.

  E por último, o final foi muito condizente,não houve mágica ou milagre para se ter um final feliz,a vitória sobre a depressão vem em pequenos passos, como essa leitura nos mostra.

Independente do que for,quando você escolhe lutar a batalha que for, você descobre tanto sobre si, como a capacidade de ser livre em suas escolhas, a habilidade de ser forte, quando esperam que você caia, e quando, de fato você caí, você descobre a incrível capacidade de levantar e continuar.

  Enfim,uma conversa: um conto sobre a depressão: é uma leitura rápida, porém inteligente e que nos faz refletir sobre um mal que a cada dia afeta mais as pessoas,infelizmente.

12 julho 2017

[RESENHA] A lista de Brett

Autor (a) Lori Nelson Spielman
Editora: Versus editora
Número de Páginas: 397,páginas.
Ano de lançamento: 2015
 Sinopse:Brett Bohlinger parece ter tudo na vida — um ótimo emprego como executiva de publicidade, um namorado lindo e um loft moderno e espaçoso. Até que sua adorada mãe morre e deixa no testamento uma ordem: para receber sua parte na gorda herança, Brett precisa completar a lista de sonhos que escreveu quando era uma ingênua adolescente.
Deprimida e de luto, Brett não consegue entender a decisão de sua mãe — seus desejos adolescentes não têm nada a ver com suas ambições de agora, aos trinta e quatro anos. Alguns itens da lista exigiriam que ela reinventasse sua vida inteira. Outros parecem mesmo impossíveis.
Com relutância, Brett embarca numa jornada emocionante em busca de seus sonhos de adolescência. E vai descobrir que, às vezes, os melhores presentes da vida se encontram nos lugares mais inesperados.


Hey leitores inconstantes! Hoje trago mais uma resenha pra vocês. Já fazia algum tempo que esse livro estava parado na minha biblioteca Kindle,então tomando coragem comecei a leitura dele e sinceramente me surpreendi de forma muito positiva,já que o comprei pela capa sem nem mesmo ler a sinopse.

  A lista de Brett é um livro que acima de tudo fala sobre perda e como podemos tirar o aproveito para amadurecer e superar um momento tão difícil, claro que no caso de Brett as tarefas deixadas pela sua mãe ajudam muito no processo e obviamente sendo a base do enredo,tudo foi feito como muita sutileza nos demonstrando uma coisa que muitas vezes discordamos:Não há ninguém que nos conheça melhor que nossas mães!

Eu vinha para esta cama quando ela a dividia com meu pai, reclamando de dor de barriga ou de monstros debaixo de minha cama. Todas as vezes, minha mãe me deixava ficar, me abraçava forte e acariciava meus cabelos, sussurrando: “Haverá outro céu, meu amor, é só esperar”.

  Confesso que não me empolguei com a leitura logo de cara, fiquei com o receio da nossa protagonista se demonstrar uma mocinha mimada,o que ainda bem não aconteceu,mas é claro que ela vai encarar muita coisa e ver que nem tudo dá certo e também não é o que parece.

Toda a dor, cada pedacinho da agonia e da tristeza, me atinge mais uma vez.

  Apesar do drama,a obra não deixa de ser chick lista,então claro que há romance,confesso que a autora conseguiu me surpreender no final,mas fiquei incomodada que durante a história, Brett parecia um tanto desesperada para não ficar sozinha,mas ainda bem que a autora conseguiu contornar muito bem isso. Um ponto emocionante é o que o livro nos mostra a variantes possíveis de amor entre mãe e filha (não vou explicar muito para não dar spoilers,fiquem curiosos! Ha!)

Certa vez me falaram que uma longa batalha contra o câncer é pior que uma curta batalha, mas não estou convencida de que isso seja verdade para os sobreviventes.

 A lista de Brett é uma obra reflexiva que nos faz pensar mais sobre a vida e a forma como lidamos com ela,sem falar na fluidez de sua leitura.

A dor se apodera do meu coração, torcendo-o em um nó miserável de vergonha e raiva.

05 julho 2017

Será que estou na faculdade certa?

   Muitas vezes quando ainda estamos no ensino médio imaginamos como será estar enfim cursando uma faculdade, mas como na maioria das vezes a realidade nem sempre corresponde as expectativas. O que é mais do que normal,seja por empolgação ou qualquer outro motivo.

  E quando se entra na faculdade ai que temos a certeza de que as coisas são bem diferentes mesmo! Seja pelas disciplinas que parecem não ter nada a ver com o curso ou você não está fazendo o curso que sempre imaginou,como por exemplo,queria fazer história, mas ao invés disso iniciou letras.

   Depois de tudo isso e algumas coisas a mais,é normal que você se questione se realmente vale a pena estar cursando tal faculdade. Nesse post darei algumas dicas baseadas em experiência própria e eu espero que elas a ajudem a pensar melhor de alguma forma.



Você se sente constantemente cansado ou desestimulado 👉 Tá certo que a faculdade não é algo fácil de se levar,então obviamente é normal se sentir cansado ou desestimulado,o problema é quando isso ocorre o tempo todo,afinal não pode ser normal não se sentir interessado ou estimulado por algo que pode definir o seu futuro.


  Você não se enxerga exercendo aquela profissão em futuro próximo 👉  Muitas vezes isso não é algo que acontece logo de cara, às vezes demora um pouco pra cair a ficha,porque é uma experiência nova,logo há muita coisa para assimilar, mas caso já se tenha passado semestres e ainda você não se vê em tal coisa,em tal profissao ,talvez seja o momento de rever algumas coisas.

Nenhuma (ou quase nenhuma) disciplina te agrada👉 Em todo curso há disciplinas que parecem ter sido criadas  somente para fazer os estudantes sofrerem,mas é aquele ditado: nem tudo são rosas,mas também não podem ser só espinhos,então é importante colocar isso na balança. 

Influências demais 👉Cursar determinada faculdade porque seus amigos cursam ou porque seus pais querem,nem sempre é um bom caminho,sem falar que isso pode prejudicar seu rendimento atual e sua satisfação no futuro.



Para pensar...

Obviamente que talvez se deva levar mais fatores em conta antes de desistir de um curso,afinal isso é uma decisão séria que só cabe a você, então pense bem e não perca tempo em algo que não te faz feliz ou não lhe dá prazer algum!

28 junho 2017

A pressa de ser adulto

E a pressa de se tornar adulto foi substituída por uma nostalgia, quando nós imaginariamos que essa vida se tornaria tão difícil? Tudo isso era inevitável, mas o fato de desejarmos tanto crescer e ser adultos faz com que repensamos se nosso desejo não era tão precipitado.

   Olhando para trás, vejo que as urgências da nossa infância se tornaram coisas insignificantes para nós, elas foram substituídas por reclamações e pela pressão de sermos melhores e mais fortes,mesmo quando na verdade temos vontade de chorar,algo que no passado não era um sinal de fraqueza, mas sim de normalidade e ainda recebiamos como consolação, abraços e beijos e a garantia de que tudo iria melhorar e dar certo.


   Provavelmente nunca imaginariamos que teríamos que lidar com certas coisas que se tornaram corriqueiras, coisas que geralmente nos afligem até mesmo sem perceber,ninguém nunca explicou como seria difícil ser adulto,mas se dissessem, será que acreditariamos? Acho que não.

   E a ironia que vejo é que as crianças de hoje fazem isso de forma mais urgente,seja através da aparência ou atitude não condizentes com as suas idades, me pergunto se quando elas realmente atingirem seus objetivos,elas ficarão arrependidas.
  Peço que não me entenda mal,caro leitor, não acho que deveríamos ser crianças para sempre,só o que simplesmente questiono,é o porquê da pressa. Já que muitos de nós deixamos de ser uma criança feliz e despreocupada para sermos adultos angustiados e sempre preocupados.


  Mas que apesar de tudo,a felicidade nos alcance independentemente da idade!

21 junho 2017

[RESENHA]As coisas não são bem assim



Autor (a) Renata R.Corrêa
Editora: Pandorga
Número de Páginas: 135/páginas.
Ano de lançamento: 2017
 Sinopse:Clarice, uma jovem estudante de medicina, perde seu namorado, que acreditava ser o grande amor da sua vida, às vésperas de formatura, após sofrerem um grave acidente de carro. Morre com Guilherme um pouco da alegria de viver de Clarice, da sua esperança e do seu futuro. Depois de mais de um ano do falecimento de seu amado, o destino coloca na vida de Clarice, Henrique, um jovem advogado viúvo e pai de Duda, uma menininha loira, muito esperta e amorosa. Envolvidos por um sentimento sincero, terão que enfrentar grandes dificuldades e um sofrimento inesperado. É uma bonita e delicada história sobre recomeço, fé, esperança e sobre o poder do amor.



 Hey gente! É com grande prazer que venho resenhar mais um livro da autora Renata R. Corrêa, que é parceira aqui do blog,este é seu terceiro livro,sendo ele o segundo em versão fisica,publicado pela editora Pandorga.


     O que fazer quando você de repente se dá conta de que o tempo está passando e que a vida não é exatamente do jeito que você esperava que ela fosse?

   Nesse é possível perceber já um certo amadurecimento na escrita da renata,o que me surpreendeu de forma muito positiva! Aqui nem tudo são amores e flores,há mais do que isso,mas sem perder aquela leveza na narrativa que é muito característico da autora como já mencionei em resenhas anteriores, o que fez muita diferença especialmente nesse enredo.


" Difícil é enfrentarmos nossas próprias dores"

Aqui,logo de cara,a carga dramática é bem maior em comparação com seus antecessores, há uma profunda reflexão sobre como é perder alguém que se ama estando no auge da vida em plena flor da idade de forma tão repentina,os acontecimentos ocorrem de forma rápida, mas não deixa a sensação de que o leitor está perdendo algo,as coisas acontecem no tempo certo.


“Não estou procurando as coisas mais simples da vida! Querer me encontrar com você já diz tudo. Somos dois sobreviventes de tragédias da vida, isso poderia ser simples? Ou ao menos será que isso poderia dar certo?”

Mesmo com o drama a história é recheada de romance, daqueles que os leitores românticos irão adorar,há também uma mensagem sobre recomeços, especialmente no que se diz no amor, sempre é tempo de se encontrar e de encontrar alguém que nos faça realmente feliz.

Fui embora, mas já não era mais a mesma. Estava deixando um pouco de mim em Henrique e levando muito dele comigo.

 Enfim,"As coisas não são bem assim" é um livro sobre amor,perdas,mas também especialmente sobre bons recomeços.

13 junho 2017

[Resenhando contos] O vilarejo






Autor (a): Raphael Montes

Editora: Suma de letras

Número de Páginas: 109/páginas.

Ano de lançamento: 2015

 Sinopse:Em 1589, o padre e demonologista Peter Binsfeld fez a ligação de cada um dos pecados capitais a um demônio, supostamente responsável por invocar o mal nas pessoas. É a partir daí que Raphael Montes cria sete histórias situadas em um vilarejo isolado, apresentando a lenta degradação dos moradores do lugar, e pouco a pouco o próprio vilarejo vai sendo dizimado, maculado pela neve e pela fome.
As histórias podem ser lidas em qualquer ordem, sem prejuízo de sua compreensão, mas se relacionam de maneira complexa, de modo que ao término da leitura as narrativas convergem para uma única e surpreendente conclusão.



    Para começar, quero dizer que esse livro foi uma surpresa para mim em diversos sentidos,ao começar pelo grossura e seu número de páginas, bem abaixo do esperado por mim (não li nada sobre as especificações dele antes de comprar) passado disso,concluo que aquele ditado é certo,"tamanho não é documento" se encaixou perfeitamente nessa situação.
Ilustração do conto "Banquete para Anatole"


     Não bastasse essa surpresa, me deparou com as ilustrações maravilhosas de cada conto,o que só acrescenta na leitura e contribua para que ela seja mais fluida,o livro em si pode ser bem fino,mas seu conteúdo é bem denso,não é uma leitura que eu recomendaria á todos,principalmente aqueles de estômago sensível e aqueles que se impressionam fácil, e também não é muito legal o ler antes de dormir,vai por mim... Experiência própria!
Ilustração do conto "As irmãs Vália, Velma e Vonda"


      Um ponto interessante é que o próprio autor se inclui como espécie de personagem,assumindo o papel de tradutor do diário macabro que nos revela toda essa história, e também ele faz cada conto ter uma ligação com um demônio específico, como explica no livro,os sete reis do inferno, cada um representando um pecado capital,Asmodeus (luxúria),Belzebu(gula), Mannon(ganância), Belphegor(preguiça), Satan(ira),Leviathan(inveja) e Lúcifer (soberba).

Ilustração do conto "O porquinho de porcelana da Sra.Branka


       Há o detalhe que se pode ler os contos sem uma ordem específica e que todos estão interligados,e a forma que isso ocorre, obviamente se descobre no final da trama,o que na minha opinião não é tão surpreendente, mas deu aquele toque de mestre.
"O vilarejo" é o livro ideal para quem busca uma leitura mais pesada e acima de tudo,de boa qualidade

I
lustração do conto "um homem de muitos nomes"

31 maio 2017

Desenhos que me marcaram

 Já quero começar esse post dizendo que provavelmente ele terá continuações,afinal quantos desenhos não assistimos ao longo da nossa infância que marcam a nossa vida? São muitos,não é mesmo,é ate mesmo difícil lembrar de todos deles de uma vez,mas quando vemos bate aquela saudade,aquela nostalgia e automaticamente aquele pensamento "Fui feliz e não sabia!"

  Hoje eu trouxe três desenhos que simplesmente eu amava,sabe aquele desenho que não perdia nenhum,pra mim era esses,claro que até havia outros,mas por enquanto vou me deter a eles,confesso que não são tão clássicos ou famosos, mas um ou outro deve lembrar dele.



 Meu pai é um roqueiro (2004-2005) Esse desenho é um daqueles que eu não perdia um episódio por nada! Mesmo que de início eu achasse que ele não tinha graça nenhuma,mas bastou assistir o primeiro episódio pra mudar de idéia. Achava divertido ver tantas referências de roqueiros famosos em um personagem.
  Uma curiosidade é que o criador desse desenho foi ninguém menos que Gene Simmons,integrante da banda KISS.




Hi Hi Puffy AmiYumi (2004-2006)  Adorava esse desenho pelo toque oriental,mesmo que fosse um tanto exagerado às vezes,me lembro da febre que era os produtos que lançavam com as personagens, tudo muito fofo,indo de uma pegada mais delicada até mais rocker,como as personalidades das personagens.
   Esse desenho também foi inspirado em artistas reais,no caso as orientais  Ami Onuki e Yumi Yoshimura,que ainda são bastante famosas no Japão




Aborrecentes(2004-2005) Esse desenho marcou o início da minha adolescência,a temática dele retratava muito bem como era ser adolescente,de uma forma bem leve e muito cômica, gostava tanto dele que até hoje me lembro da música de abertura.
  Outro ponto interessante é que cada personagem tinha uma personalidade bem definida,a ponto de você se identificar com um deles.


Todos esses desenhos eram exibidos na antiga programação do Cartoon Network. Mas e ai,o que vocês acharam da lista? Assistiam algum? Digam ai nos comentários!

17 maio 2017

Falando sobre Sons of Anarchy

                                           

Temporadas:  sete temporadas (completa)Sinopse: Charming, uma pequena cidade fictícia no norte da Califórnia, nos Estados Unidos, habita o clube de motociclistas Sons of Anarchy. O grupo lida com atividades ilícitas como o tráfico de drogas e filmes pornô e é liderado por Clay Morrow (Ron Perlman) e Jax Teller (Charlie Hunnam). Além do esforço para conciliar a sua ocupação com a família e os filhos, eles tem de conviver com suas opiniões diferentes: enquanto Morrow opta pela tradição violenta, Teller se inspira no discurso revolucionário do diário de seu pai falecido.


     Já faz muito tempo que eu queria falar dessa série, mas o tempo foi passando e eu fui enrolando até que recebo a grata notícia de que ela vai ser retirada do catálogo da Netflix,porém mesmo sendo uma recomendação tardia, eu queria falar de Sons of Anarchy pra vocês.
A série conta com sete temporadas,cada uma contendo em média 23 episódios (sim,é longa!) comecei assistir a série depois de ficar sabendo que Stephen King era fã, inclusive ele fez até uma participação na terceira temporada, Sons of Anarchy é aquele tipo de série que se ama ou odeia,sua temática é densa,com direito a muita violência e drama que nos leva a diversos questionamentos.
Ali você percebe que ninguém é bom ou ruim por completo e que todos enfrentam um dilema, aprende também que uma mentira muda uma vida seja de forma positiva ou destrutiva (o que acontece na  maioria das vezes na série) então se você deseja algo mais descontraído ou leve não lhe recomendaria essa serie em hipótese alguma.
Contudo,se esse não for o seu caso prepare-se para uma boa maratona da série e aproveite para amar ou odiar determinados personagens,sugiro não se apegar a nenhum personagem, falando nisso,recomendo muito essa série especialmente ao público masculino,então meninas façam companhia  ao seu irmão, namorado  e etc... E mande ver!
No final de tudo,você estará de emocional bem abalado e descobrirá que ninguém está acima do bem e do mal. Boa série.

26 abril 2017

12 horas para sobreviver: O ano da eleição



Ano de lançamento: 2016
Gênero: suspense, terror
Tempo de duração:1h e 49min
Faixa etária:Não recomendado para menores de 16 anos
Sinopse:O policial Barnes (Frank Grillo) agora é o principal responsável pela segurança da senadora Charlene Roan (Elizabeth Mitchell), que planeja acabar de uma vez por todas a noite de crime. Em plena época de eleições, ela é uma das melhores posicionadas nas pesquisas e nova inimiga número um dos criminosos, que se armam para eliminá-la de qualquer jeito

Resenha do filme anterior ((Clique Aqui))

 Hey! Continuando com a resenha  da trilogia cinematográfica "Uma noite de crime",vou comentar um pouco sobre o segundo filme,que tem o titulo diferente dos outros da franquia, posso adiantar que aqui o clima é mais apreensivo do que do seu antecessor, vem conferir!

A eleição-doze horas para sobreviver tem um enredo totalmente diferente, mas com a mesma proposta, uma noite para cometer qualquer crime. Aqui a questão é mais ampla,uma vez que há uma politica lutando para acabar com tal evento, assim temos uma visão mais ampla de como e por que surgiu tal coisa,já que no primeiro filme as coisas são colocadas de um modo um tanto raso.

 Aqui a ação é maior,pois os conflitos são mais externos,porque acontecem durante uma fuga,a apreensão aumenta,não se fica naquele suspense de algo irá acontecer,outro ponto a se observar é que há uma critica social em relação aos impulsos violentos da sociedade e sobre o que o governo aparenta e o que ele realmente é,e como é perigoso se opor a seus mandatos.

Outra coisa que fica mais evidente,é a insanidade das pessoas,e ai vemos que a questão da purificação ser uma forma de reduzir os índices de violência é apenas uma fachada e que há algo muito maior e perverso por detrás disso.

Uma curiosidade interessante é que os acontecimentos do segundo filme ocorre posteriormente aos acontecimentos do terceiro,mostrando que a franquia não segue uma linha cronológica reta.

E ai,o que acharam? Pretendem assistir ou já assistiram? Contem aqui nos comentários!

19 abril 2017

[Resenhando contos] Mulheres Perigosas






Autor (a): George R.R Martin

Editora: Leya

Número de Páginas: 736 páginas.

Ano de lançamento: 2017

Sinopse: George R. R. Martin apresenta as mulheres mais perigosas dos livros de fantasia.No ano em que o filme Rogue One chega às telas com uma heroína que reina absoluta, forte e autônoma, você vai conhecer as mulheres mais perigosas da literatura de fantasia mundial. Editada por George R. R. Martin, esta antologia traz 21 histórias inéditas sobre magia, ciúme, ambição, traição e rebeldia para Joana D’Arc nenhuma botar defeito. Esqueça o estereótipo de mulheres vítimas e heróis másculos enfrentando sozinhos qualquer perigo. Aqui você irá encontrar mulheres guerreiras, intrépidas pilotas, destemidas astronautas, perversas assassinas, heroínas formidáveis, sedutoras incorrigíveis e muito mais. Assinado por monstros da ficção científica e fantástica como Brandon Sanderson, (“Mistborn”), Megan Lindholm (“A Saga do Assassino”, sob o pseudônimo Robin Hobb), Melinda M. Snodgrass, Caroline Spector (“Wild Cards”) e novos nomes da literatura jovem como Megan Abbott (A febre) e Diana Gabaldon (“Outlander”), o volume conta ainda com uma novela do próprio Martin sobre A dança dos dragões, a guerra civil que assolou Westeros dois séculos antes dos acontecimentos de A guerra dos tronos.

Mulheres perigosas é um livro simplesmente imperdível, daqueles que você não consegue parar de ler.

Prepare-se para todo o tipo de perigo e para perder o fôlego com essas mulheres mais que poderosas.


Livro gentilmente cedido pela editora Leya

  Sem dúvidas esses é um dos maiores lançamentos literários do ano (tanto pela sua grandiosidade em relação ao tamanho quanto pelo seu conteúdo) mulheres perigosas nos leva a um elevado patamar não só pelos seus vinte dois contos, como também pela sua diversidade de histórias.

  Imagine,você andando por uma espécie de amostra literária, onde poderá conhecer a escrita de diversos autores, e ainda sendo apresentados  a novos escritos de autores que você já conhece, não seria demais?! Então,essa antologia te proporciona exatamente isso,com um toque diferenciado,aqui as mulheres são donas da história, no sentido literal da expressão! Mulheres que amam,que matam,que salvam,mas que acima de tudo são protagonistas.

  Aqui podemos desfrutar de uma leitura que a narrativa pode acontecer no passado,presente ou futuro, dependendo do conto,sem falar na grande mescla de personalidades das protagonistas, de manipuladoras a sonhadoras, de ambiciosas a piedosas,cada conto é único seja pelo modo de escrita ou pela perspectiva do leitor. É possível notar que os autores tiveram a liberdade para se diferenciar um do outro,mesmo que a temática feminina fosse única,isso não delimitou ou muito menos prejudicou a obra,vale ressaltar que  no livro diversos gêneros estão presentes, drama,terror suspense,distopia e etc..

  Obviamente,alguns contos ira prender o leitor, mas que o outros, porém é praticamente impossível ficar insatisfeito por completo,já que há uma grande variedade de contos e sem falar que com certeza você já deve ter ouvido falar sobre algum autor presente no livro,sendo assim gostar de um conto ou não vai do pessoal mesmo,porém sem dúvida algum irá te conquistar.

Mulheres perigosas é perfeito para quem conhecer novos autores e histórias, tudo em isso em uma única obra.
   

08 abril 2017

[Resenhando Contos]Amores e desamores

Autor (a)  Renata R. Corrêa
 Número de Páginas: 66 páginas.
Ano de lançamento: 2017
Sinopse:Nesta coletânea de 11 contos curtos, a autora narra de forma delicada, característica da sua escrita, histórias de amores que deram certo e de outros que não terminaram bem, dividindo com o leitor a angústia, o sofrimento e o medo de seus personagens, bem como seus sonhos e suas alegrias

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Olha eu aqui em pleno sábado! Dessa vez pra resenhar o novo livro da nossa autora parceira Renata R. Corrêa,um livro de contos intitulado de amores e desamores, adianto desde já que a obra proporciona uma leitura super agradável.

  Amores e desamores traz onze contos que narram dois pontos extremos da vida de qualquer pessoa, o amor e desamor,confesso que acho essa temática um tanto perigosa,uma vez que ela pode pesar pela melosidade ou pela melancolia,mas me supreendi nesse ponto já que a autora não pesou a mão em nada,nem mesmo na carga dramática das histórias, o que acaba divertindo,mas ao mesmo tempo nos fazendo refletir sobre essas situações tão opostas,mas que caminham lado a lado.

   Enquanto lia,não pude evitar uma nostalgia, já que quantas vezes julgamos amores tão efêmeros eternos? Sejam em maior ou menor escala,qualquer pessoa está sujeita isso e a temática desse contos nos demonstram isso,não adiantando quando amor se dar ou quanto se recebe.

   Particularmente, mesmo estando no seu segundo livro a autora já tem um estilo próprio que se marca pelo seu romantismo e suavidade na abordagem de suas tramas,digo isso porque tive essa mesma sensação enquanto lia "contra todas as possibilidades",o que acaba gerando uma leitura muito fluidae descontraída,sendo perfeita para aquele leitor que deseja algo que quer passar o tempo de forma rápida, mas com qualidade.
Amores e desamores é perfeito para quem procura uma leitura leve e que o faça refletir com delicadeza sobre sentimentos tão opostos, mas que acontecem praticamente na mesma medida.

06 abril 2017

[RESENHA] Diário de uma escrava

Autor (a) Rô Mierling
Editora: Darkside Books
 Número de Páginas: 240 páginas.
Ano de lançamento: 2016
Sinopse: Laura é uma menina sequestrada e jogada no fundo de um buraco por alguém que todos imaginavam ser um bom homem. Ela vê sua vida mudar da noite para o dia, e passa a descrever com detalhes sinistros e íntimos cada dia, cada ato, cada dor que o sequestro e o aprisionamento lhe fazem passar. Estevão é homem casado, trabalhador, pai de família, mas que guarda em seu íntimo uma personalidade psicopata. Ele percorre ruas e cidades se apossando da vida de meninas ainda muito jovens, pois dentro de si uma voz afirma que é dele que elas precisam. Mergulhando fundo nessa fantasia, ele destrói vidas, famílias e sonhos, deixando atrás de si um rastro de dor e morte.
  Narrado em parte em forma de diário, o livro acompanha mais de quatro anos da vida de Laura em um buraco embaixo da terra, período em que algo dentro dela também se modifica de uma forma inimaginável em busca da única maneira para sobreviver. Publicado originalmente na plataforma digital Wattpad, onde já teve mais de um milhão e meio de leituras, DIÁRIO DE UMA ESCRAVA apresenta um retrato duro, cruel, abominável, mas infelizmente corriqueiro no Brasil e em todo o mundo.
   Através de Laura, raptada ainda adolescente por um homem que ela chama de “Ogro”, a autora denuncia os diversos tipos de violência que muitas mulheres são obrigadas a suportar em silêncio e nas sombras da sociedade. O “Ogro”, um homem aparentemente comum, honesto e “acima de qualquer suspeita”, mantém Laura presa em uma casa afastada, onde abusa dela sexual e mentalmente, alegando ser ela o seu verdadeiro amor. Laura, compreensivelmente, só pensa em escapar dali. Mas agora ele parece estar mudando. Será que é o melhor momento mesmo para fugir?... Bem, isso você vai ter que ler para descobrir


Recentemente tive a oportunidade de finalmente ler o livro diário de uma escrava,depois de muita ansiedade e espera, confesso que não sei se valeu pena,não porque o livro seja ruim (não é) mas sim porque a leitura nos causa um sentimento de aversão, conflito.

      Diário de uma escrava é uma leitura forte,um soco literário no estômago, nenhum pouco indicado para menores de idade ou para quem tem estômago fraco e também para quem se impressiona fácil, mesmo aquele leitor que já é acostumado a algo mais hard ainda poderá se sentir afetado pela leitura,mais do que tudo porque o assunto abordado nele faz parte de uma realidade obscura e por vezes esquecida.

"Ela olhava para a janela e admirava a beleza da borboleta. Sempre foi apaixonada por borboletas. A multiplicidade de cores, a graça e a suavidade das asas. O efeito larva, casulo e borboleta era muito encantador. A liberdade do voo tinha um toque de mistério e perfeição. A borboleta pousou na sua janela. Era azul, preta e lilás. A menina nunca tinha visto uma assim. Era perfeita."

     No enredo acompanhamos Laura,uma menina que foi raptada e que agora vive em um buraco sendo constantemente abusada por um homem que ela chama de ogro,os abusos físicos e mentais são bem detalhados,o que pode incomodar alguns leitores,e ai percebe-se que a obra não tem a intenção de somente entreter o leitor,mas de também de alertar e conscientizar sobre esse triste "destino".

"E eu fico ali, chorando e sabendo que faz mais de quatro anos que fui sequestrada e a polícia não deve mais estar à minha procura. O único que sabe onde eu estou é aquele homem nojento que me estupra todo dia e a quem chamo de Ogro."

  Particularmente, não posso dar uma opinião objetiva,se me perguntassem se eu gostei da leitura e fosse para responder com sim ou não, eu não conseguiria dar tal resposta se eu não a justificasse,mesmo já tendo um pouco de noção  do que me aguardava,mas acho que o enredo não é do tipo para se criar empatia,o mesmo foi criado para alertar,chocar,ainda mais quando se pensa que foi baseado em alguns casos da vida real e no próprio livro temos alguns relatados no final.

   Nem mesmo pela protagonista eu consegui criar alguma empatia,claro que passei a leitura toda torcendo para que ela ficasse bem ou melhor dentro do possível,mas mesmo acompanhado a alteração do seu estado mental devido a tortura psicológica e seus conflitos, alguma coisa me fez não ter aquela afeição que criamos por alguns personagens e se no início já é assim,mas pro final é que não dá mesmo,e o que dizer do seu raptor? No mínimo asqueroso,e ao mesmo tempo mostra que pessoas da pior espécie, pode fingir perfeitamente um cidadão normal,do bem.

   Aos outros personagens,posso dizer que faltaram mais espaço para eles,e que possivelmente teriam potenciais se fossem melhor trabalhados dentro da obra, mas talvez isso seja só uma impressão muito particular.

   E por fim,não posso deixar de dizer que a edição da Darkside está maravilhosa, como sempre podemos esperar dessa editora,capa dura,beiradas das páginas multicoloridas e uma capa que pode até pegar de surpresa aqueles leitores mais desatentos,como eu pude presenciar.

"Ficava para trás a menina Ursinha, a Laura da mãe e do pai, a namoradinha do Mauro. Ficava para trás minha inocência, meu amor, minha paz, minha caridade e minha fé. Ficava para trás meu ser humano, e morava em mim agora uma escrava. Eternamente escrava."

   Enfim,diário de uma escrava,atinge muito bem o seu objetivo,com um enredo que não só nos alerta,mas também nos choca,não há menor beleza ou glamourização do que se passa ali,tudo se resume a sofrimento,dor e conflito.

   E vocês já leram? O que acharam? Gostaram da resenha? Me digam aqui nos comentários! Até mais,pessoal!

29 março 2017

E se Snape fosse o verdadeiro herói o tempo todo? [traduzido 2°Parte]

     Voltei com a segunda parte conforme o prometido, e posso dizer uma coisa: que coisinha extensa! Vocês podem imaginar o trabalho que deu pra adaptar e traduzir esse texto,espero que gostem,para quem não leu a saga,mas pretende ler,não sugiro esse post, devido aos spoilers pesadíssimos aqui contidos! Então ponha sua conta em risco!



Severus Snape e o cálice de fogo
   Enquanto Hogwarts celebra o retorno do torneio tribruxo, Snape tem um peixe grande para pescar,seus dias de comensal da morte estão voltando para assombrá-lo e sua marca negra está voltando mais e mais acentuada. Seus piores medos são confirmados mais tarde quando foi revelado que o torneio tribuxo inadvertidamente ajudou a providenciar o encobrimento do retorno de Lord Voldemort.

  Chegada a hora,vem Snape a pedido de Dumbledore, Snape terminou a história embarcando em uma perigosa e secreta missão,voltar a ser um dos comensais da morte e assim se tornar um agente duplo.


Severus Snape e a ordem da fênix
 Dumbledore atribuiu a Snape outra tarefa e essa ainda seja a mais difícil,aguentar Harry Potter,tudo bem, na verdade ensinar a Harry Potter oclumência,a delicada arte de defender sua mente de intrusões, mais específicamente a intrusão do Lord Voldemort é uma magia difícil e requer um imenso controle mental, ele talvez tivesse se saido melhor se ensinasse um verme a dançar.


    Longe do pior do que ser inútil no entanto,é ser um estranho e impertinente do tipo que enfia a cabeça em sua penseira. Quem faz isso?! Apesar disso,ele auxiliou Harry várias vezes,dando a Dolores Umbridge Veritasseerum falsa e mentindo que para a mesma que a poção tinha acabado quando ela o pressionou por mais,e passando a mensagem de Harry para a ordem sobre a captura de Sirius,portanto deduzindo que ele tinha entrado em uma armadilha no ministério.


 Apesar de seus esforços, todos pensavam que ele era o pior.



Severus Snape e o príncipe mestiço
Albus Dumbledore estava morrendo, acabando de voltar de uma missão de destruir uma das horcruxes de Voldermort, um anel o qual amaldiçoou e o condenou a sentença de morte.


 Chocado e triste,Snape relutantemente concordou em ajudar Dumbledore com seus planos finais e até mesmo ajudou-o a prolongar a curta vida dele, Voldermort designa um dos estudantes de Snape,Draco Malfoy para assassinar Dumbledore, em vez disso ele ordena que Snape faça isso de uma vez e cuide da escola quando ele se for.


  Enquanto isso,Potter estava rondando os assuntos de Snape mais uma vez- tendo encontrado um velho livro de poções que Snape costumava usar para escrever seus feitiços sob o apelido de príncipe mestiço,mas Snape não tem muito tempo de se aprofundar nisso.


   Um ano mais tarde Dumbledore revelou que Harry era na verdade uma horcrux,significando que eventualmente ele teria que morrer,agora firmemente estabelecido Snape não era o maior fã de Harry,mas isso não queria dizer que ele deixara de amar Lily,Dumbledore fica surpreso vendo que Snape parecia cuidar do menino. Com um movimento de sua varinha, Snape evoca o patrono de Lily,uma corça,"sempre" diz Snape.


    No final Snape realizou seu papel matando seu aliado mais próximo, seu amigo mais querido e se auto denominando um assassino aos olhos das pessoas que queria proteger, pois esse era o tipo de homem que ele era:um herói tão heróico que atuava como vilão -desde que isso significasse o certo.


Severus Snape e as relíquias da morte

  Trancado no círculo de Voldemort,Snape se prepara para trabalhar seguindo os desejos de Dumbledore,enquanto finge ser leal o tempo todo ao Lord das trevas.

  Ele é nomeado diretor de Hogwarts,onde pode secretamente manter sua promessa ao Dumbledore, especialmente com um par de irmãos comensais rançosos como os Carrows,tendo sido eles nomeados diretores adjuntos. Apesar do risco da sua missão e de ser odiado pela maioria do mundo bruxo,snape mantinha a única coisa que o fazia ir em frente,o filho de Lily. Até mesmo enviando seu patrono para guiar Harry Potter a espada da Grifinória (para destruir Horcrux) em um lago próximo.


   Meses mais tarde Potter retorna para Hogwarts para uma batalha-uma batalha entre o bem e o mal,entre os estudantes e professores de Hogwarts e as forças obscuras de lord Voldermort,ainda comprometido em sua missão, Snape foi expulso de Hogwarts pelos outros professores que eram completamente alheios sobre as boas intenções de Snape.

   Snape retornou para o Lord das trevas-mas algo estava errado,Voldemort estava  agindo estranho, confuso sobre o porquê de sua varinha não está lhe obedecendo, Snape tenta o tranquilizar,dizendo que ele estava errado,mas Voldermort achava que Snape era o verdadeiro mestre da antiga varinha de Dumbledore por ser ele o homem que o matou, Snape percebeu o que aquilo significava, mas não foi rápido o suficiente- A cobra de Voldermort.Nagini já estava sobre ele mordendo seu pescoço fatalmente.


  Ainda em seu momento de morte,Snape desempenhou  um ultimo ato heróico, ele completou sua missão, sua promessa para Dumbledore,dando a Harry (que sem Snape saber,estava escondido alí próximo) as memórias que não só permitiam derrotar Voldemort,mas também o redimir aos olhos do menino que ele só quis proteger-Nos olhos de Lily que olharam para ele pela ultima vez.


   E com isso Snape dormiu para sempre.


Epílogo



Severus Snape morreu como um herói,mas morreu sabendo que quase ninguém saberia disso.dezenove anos mais tarde,um Harry mais velho e mais sábio explicou para o seu filho Álbuns Severus Potter o porquê de ele ter lhe dado aquele nome,dizendo que o nomeou em homenagem a dois grandes diretores de Hogwarts,explicando para ele que Severus Snape era "o homem mais corajoso que já conheci" seu legado na familia de Lily Potter viveu para sempre.





E ai galera,o que acharam desse final? Particularmente achei triste,mas minha opinião no geral,pode ficar para um outro post!

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